sábado, 26 de julho de 2014

Pra não dizer que não falei de destino


Nós fazemos nossa vida.
Nós decidimos como vamos olhá-la,
nosso coração sabe como ela será sentida.
É a nossa mão que escolhe como pintá-la.
Cada um tem seu próprio caminho a seguir
e o "destino é inexorável",
mas somos nós que escolhemos o passo.
minha música tem meu compasso.
Eu sou roteirista da minha história,
sou responsável por minha memória
e escolho ver esperança nesse mundo
que anda tão precisado de flores,
de novas caras, de novas cores,
de gente disposta a fazer tudo mudar,
que siga o coração, que ouça a razão,
que viva amor,
sempre
noite e dia.
Que viva a poesia.





Música linda que me inspirou muito pro post de hoje: pra não dizer que não falei das flores
Beijos rimados pra vocês :*

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Só sei que foi assim

Não sei lidar com perdas. Sou um tanto quanto sentimental e egoísta, fico triste quando as pessoas se vão, mesmo que eu acredite que elas estarão num lugar melhor depois daqui.
Essa semana se foram três grandes escritores, três grandes inspirações e três grandes mestres da literatura. Ariano Suassuna em especial me impulsionou a gostar de várias coisas na minha vida, em especial em gostar de mostrar o que escrevo.
A literatura, sempre rica, hoje se empobreceu.
Não sei porque, só sei que foi assim.







"Cumpriu sua sentença. Encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo, morre."
-Ariano Suassuna

terça-feira, 22 de julho de 2014

Psicologia de mim mesma


Sempre me incomodou só conseguir escrever em primeira pessoa.
Quem escreve, por favor, não me entenda mal, porque eu gosto de ler quem escreve em primeira pessoa. Amo ler tudo. Mas sempre me incomodei com isso em mim mesma. Sempre me soou muito egoísta escrever como se tudo girasse em torno de mim.
Bem da verdade, devo ser egoísta mesmo.
Voltando ao assunto, como sempre me desagradou o fato de usar tanto o "eu", acabo admirando muito quem se distancia na escrita, quem faz crônica, faz romance, faz drama, enfim, faz literatura.
É incrível a habilidade de quem se põe no lugar do personagem e lhe escreve a história. É incrível a capacidade dar vida com palavras.
Como eu não consigo fazer isso, acabo colocando o personagem dentro de mim, tento escrever por mil e uma pessoa diferentes, e mesmo assim acabo soando tanto como eu mesma.
Não sei se eu aprendo com as histórias, mas certamente absorvo e tento vivê-las pelos meus personagens.
Tento ver o mundo por um olhar que não é meu, sempre tentei. Acho que sempre tentarei.


quarta-feira, 16 de julho de 2014

Pagar pra ver

Não posso deixar de pensar que sou uma escritora ingrata e uma poeta típica, como temia Mário Quintana, com uma frase que por bastante tempo definiu minha vida, e eu desconfio que ainda defina
Só consigo me sentir produtiva escrevendo quando existe algo confuso em minha cabeça, talvez por isso eu seja tão inconstante por aqui.
Hoje eu fui tomada por um desejo súbito de escrever depois te ter lido um texto que gostei. Talvez quem sabe esse desejo me mova a partir de agora.
Talvez não.
Quero pagar pra ver.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

E se?

Como seria sua vida se ela não fosse como é?
Qual seria sua comida preferida se você não preferisse estrogonofe? Qual chocolate você iria gostar se não fosse ao leite? Qual seria seu livro de cabeceira? E se você nem gostasse de ler? E se você preferisse o filme?
O que você seria se não fosse o que você é? Como você seria? De onde? De onde você tiraria tantas hipóteses?
Quem você amaria se já não amasse quem ama?

Por que tantas dúvidas sobre você numa cabeça só?

terça-feira, 1 de julho de 2014

Eus


Sentimentalismo é tema constante por aqui. Talvez seja porque eu penso demais, e lembro demais, e sinto muitas saudades. Eu ia falar que sinto demais, mas não sei se sentir tem medida. Olhei pro eu de anteontem e imaginei o que eu pensaria se me imaginasse como sou hoje, se eu poderia prever tudo que me aconteceu e se eu poderia sonhar tudo que ainda sonho.
Certamente não gostaria de tudo, assim como nunca gostei e não sei se um dia gostarei, mas acho que ficaria satisfeita com algumas coisas. Tipo meu cabelo, sempre quis cabelo roxo. Tipo estar na faculdade, e estar trabalhando com algo que eu gosto. E também ter voltado a escrever.
Acho que eu talvez não gostasse de ter engordado, de ter chorado, de ter me descabelado e de ter errado. E também não entenderia o eu de hoje ser tão mais contido em revelar seu coração. Mas eu de anteontem perdoaria erros, porque eu achava que sabia que com erros a gente aprende. E e eu de hoje certamente pararia pra pensar no assunto e concordar.
É, acho que ás vezes ingenuidade é sabedoria.
Eu também ficaria feliz de ver que alguns sonhos não mudaram em nada, e ficaram mais presentes no meu coração. Por outro lado, talvez eu não gostasse de perceber que certas coisas nunca mudam, como por exemplo o fato de eu ser sensível e chorona demais. Sabia que eu to chorando enquanto escrevo? É, certas coisas nunca mudam.
Ah sim, eu olharia anteontem pra mim e gostaria muito de ver que eu continuei a escrever, mesmo que não com a frequência de sempre. E também ficaria satisfeita em provar pra mim mesma que escrever faz parte de quem eu sou de verdade.
Acabei de sorrir. Sabe por quê? Por que o eu de anteontem com toda certeza amaria ler esse texto. E com certeza todos os meus outros eus vão amar um dia.
Sobre o fim do orkut :( e o impacto que as fotos antigas (tipo essa do post) me causaram haha